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28 de abril de 2017

LINDÍSSIMO RELATO DE COOPERAÇÃO ENTRE HUMANIDADE, DEVAS, E DEMAIS SERES DE LUZ




Palestra Dr.ª Besant no Queen's Hall, 1925



Pode-se imaginar que o Queen’s Hall em Londres deva ser um lugar ideal para o trabalho especial que a Drª. Besant desenvolve dentro de seu recinto. O fato de por tantos anos estar sendo usado continuamente para concertos onde apenas a melhor música é executada é em si suficiente para ter gerado uma atmosfera de harmonia e beleza, e ter estabelecido uma elevada frequência de vibração em suas imediações mental e astral. Além do mais, se lembrarmos que cada átomo físico de suas paredes e mobília tem sido impregnado, anos após ano, com a mais completa regularidade, com a vibração desta música, perceberemos que todo o lugar e tudo em seu interior estão altamente carregados; além disso, a Administradora o tem usado repetidamente para sua grande série de palestras, enchendo-o com seu poderoso magnetismo e com a imensa força dos Mestres de quem ela é representante.

A barra niquelada onde ela descansa suas mãos deve estar magnetizada para sempre, de modo que quem quer que fique ali, seja para falar, cantar ou reger, deve ser afetado beneficamente.

Cerca de um quarto de hora antes de iniciar a palestra a atmosfera do salão subitamente se torna elétrica; percebe-se uma mudança e certa tensão nas condições físicas; sente-se como se fosse uma sala que foi submetida a uma poderosa e contínua ionização. De início eu atribuí este efeito ao sentimento geral de expectativa e à rápida lotação da sala, mas uma tentativa de investigar mais fundo levou-me à conclusão de que isso se deve a duas causas. Uma é que uma poderosa e concentrada atenção é voltada para o encontro pelos Grandes Seres que, sabendo que um membro e representante da Fraternidade está prestes a usá-la para incremento do trabalho em que estão engajados, voltam sua atenção sobre o cenário do trabalho dela e assim criam nos mundos interiores uma atmosfera na qual podem ser obtidos os melhores resultados.



A outra causa é a chegada e atividade de certos devas, que aparecem neste momento e assumem seus postos, alguns alto no ar acima do auditório e outros em diferentes locais em seu interior.

À medida que a palestra prossegue todo o salão se torna gradualmente envolto em um fulgurante globo de luz; de fora ele parece como uma imensa bolha iridescente, que por fim se enche de luz e cor e assume o aspecto de uma esfera luminosa sólida. Do centro se derrama em todas as direções continuamente uma corrente de luz opalina, uma fonte de poder, que emerge continuamente de dentro da esfera. Na verdade isso gera um murmúrio como se fosse um motor, dando origem a uma aparentemente inexaurível corrente de força que atinge até a circunferência da esfera, enchendo-a com um infinito número de finas linhas, de modo que se a seccionássemos ela pareceria como uma grande roda, sólida do eixo ao aro, porque os raios são dispostos extremamente próximos.

O poder parece irresistível, sobrepujando todas as outras influências diante de si, e magnetizando completamente tudo o que encontra em seu caminho.

É produzido um efeito cromático opalescente, onde cada cor do espectro rebrilha e lampeja em tons delicados, à medida que a força emana. Toda a audiência é intimamente envolvida neste globo de luz, e cada aura e cada consciência são iluminadas pelo contato.

Este poder irradiante gradualmente aumenta seu alcance à medida que a palestra avança, primeiro englobando as primeiras filas da orquestra e platéia, e depois rapidamente alcançando as paredes externas do salão. Isso leva cerca de vinte minutos, quando parece ter lugar uma consolidação na esfera que, a princípio, era preenchida de luz e cor de modo irregular, mas agora começa a se tornar sólida.
Este processo encontra resistência aqui e ali em alguns indivíduos dispersos pela sala; pois embora pudesse parecer que toda a audiência seria levada a gradualmente sintonizar com o tema principal da palestrante, de fato isto está longe de ser o caso.

Alguns – tendo consciência tanto de um poder que os inclui em sua radiação e parece influenciar o intelecto, e de uma simpatia e entendimento que os atrai mesmo contra sua vontade – tentam se proteger desta influência. A princípio a força flui em torno destas pessoas, e então, depois que a esfera foi delimitada e começa a ser preenchida, começa a percutir em suas auras, gradualmente elevando seu tom – embora, é claro, muito mais lentamente do que no caso dos que respondem mais rápido.

Todos os membros da audiência são abençoados e elevados como resultado de sua presença na palestra. O efeito, é claro, varia, mas aqueles que querem e são capazes de responder, aqueles cujos corações já estão cheios de amor e veneração pela figura encanecida de quem provém todo este imenso poder são, literalmente, iluminados em toda sua natureza. Auras indolentes são despertadas, crostas de hábitos e preconceitos começam a rachar, até que, finalmente, em muitíssimos casos, todo o ser vibra em sintonia com a força emanante, sendo a aura afinada até que brilhe com um reflexo da luz que irradia de sua presença.

Além disso, cada uma das doze pessoas que sentam de ambos os lados de sua líder na plataforma faz sua contribuição especial ao trabalho que está sendo feito. Isto aparece, para meu ponto de vista, como se fosse uma corrente de cor fluindo de cada um, por exemplo, é visto um profundo e rico azul-safira através jorrar da esfera – um vermelho régio, um suave azul celeste, um formoso amarelo – pois cada figura brilha com a cor de seu próprio temperamento e raio.
A diferença de raio também se mostra de outras formas; pois aquele cuja natureza seja trabalhar ao longo de linhas científicas acrescenta à grande corrente projetando em diferentes partes da sala, e em direção a pessoas particulares, correntes especialmente dirigidas.

Da cabeça da oradora emanam ondas após ondas de luz amarela dourada, e através dela raios e fulgores de luz mais intensa lampejam continuamente. Isto é seguido pela expressão física de uma ideia.

Um outro resultado da palestra, nos planos internos, é a construção gradual de uma forma astro-mental simétrica – a forma-pensamento do pronunciamento como um todo; ela me parece muito como um castelo construído quadrangularmente, elevando-se andar após andar, desde o sólido alicerce sobre o qual se erguem sempre as suas prédicas; suas paredes brancas são banhadas de uma cor como a brilhosa luz solar dourada de alguma terra tropical. Esta forma se eleva gradualmente a partir do nível de seus ombros, crescendo lentamente à medida que ela prossegue, até que seu teto ou telhado plano chega muito mais alto do que o forro do salão, passando para fora no ar acima; ele é notavelmente bem definido, e seu aspecto de castelo é aumentado pela presença de muitas janelas oblongas, todas mostrando cores diferentes, como seu uma lâmpada interna projetasse as variadas cores do espectro. Cada uma destas janelas corresponde a uma ideia, a um conjunto de fatos, ou a alguma ilustração usada durante o progresso da palestra.
Quando o pronunciamento encerra, a conexão entre esta forma-pensamento e sua criadora se rompe, e a forma se eleva alto nos céus e ali flutua, uma imagem de deslumbrante beleza, um reservatório de poder, um tesouro de ideias.



A audiência invisível (desencarnados) é muito mais numerosa do que a visível; multidões de homens e mulheres desencarnados pairam em torno do grande salão ouvindo a fala e banhando-se no seu magnetismo estimulante, chamados de toda parte pela demonstração de poder e luz, cujo brilho é visível desde quilômetros de distância no mundo astral e atrai seus habitantes até o local.

Outras ajudantes, também, ficam perto da oradora, figuras augustas e majestosas, fazendo uso da ocasião de tamanha reunião e da força disponível pela concentração de tantos seguidores e companheiros de trabalho.

Como falei antes, a hierarquia dévica está representada em plena medida, com membros de sua raça auxiliando o trabalho; alguns permanecem por fora da esfera, como sentinelas angélicas dispostas contra as paredes que há por trás dos três andares de poltronas; eles conservam o poder, e alguns deles, depois que a forma foi firmemente estabelecida, voltam sua atenção para as pessoas, tanto as visíveis como as invisíveis, e começam a atuar definidamente nelas e através delas.

Como sou muito interessado e atraído para os devas, vejo-me respondendo muito prontamente aos seus apelos. Seu toque é sempre uma fonte de alegria para mim, assim como  é a radiosa beleza de seu sorriso de reconhecimento e agradecimento.

No início da palestra, pensei ter visto um deva em cada porta da galeria onde eu sentei, e antes, enquanto eu estava servindo como auxiliar, pareceu-me que eles exerciam uma força sobre cada pessoa que entrava, algumas vezes tocando-a diretamente, às vezes usando os auxiliares como canais, para os mesmos fins.

Com todo este esplendor no mundo invisível, poderíamos pensar que o limite de beleza e poder havia sido alcançado, mas à medida que cada grande verdade era proferida, cada bela ideia era apresentada, cada apelo especial era feito – a voz dourada ainda se aprofundando e fortalecendo-se com a intensa seriedade da mestra – resplandecia um fluxo de poder adicional; literalmente labaredas de luz cegante fulguravam nestes momentos, quando a maior oradora do mundo exercia o pleno poder daquela arte da qual ela é mestra de modo tão consumado.

À medida que o tempo passava como se tivesse asas, cada ouvido encantando-se com a magia daquela voz de beleza transcendente, o brilho da esfera de luz aumentava, até que sua radiância quase cegou meu olho interior, e nem seu esplendor diminuiu até que, enfim, a palestra terminasse e víssemos a figura vestida de branco voltando-se, deixando a plataforma, e curvando-se para agradecer o aplauso com que a mensagem foi recebida.

Não nos foi negada a alegria de ajudar em tudo isto. Há muitas maneiras em que podemos cooperar.

Há muito trabalho a ser feito de antemão, e no próprio momento, e muitos auxiliares são necessários em tão grande salão. Aqueles que não são requisitados por seu trabalho físico podem ajudar espiritualmente, chegando muito antes de a palestra começar e meditando com toda a sua força sobre o tema, tentando compreender seus aspectos espirituais mais profundos e trazê-los até o nível do entendimento geral.

Aqueles que conhecem algo do trabalho a ser feito, enquanto a estrutura de pensamento ainda está no prédio, auxiliam as pessoas mais próximas a se reajustarem ao seu ambiente altamente carregado, criando assim uma atmosfera receptiva, e aliviando um pouco – por menos que seja – o fardo de nossa amada líder. Quando a tranquilidade e receptividade estão plenamente estabelecidas, podemos ser usados para focalizar a força derramada aqui e ali pela sala, ou para canalizar as forças de bênção que os Devas e os Grandes Seres espargem sobre as pessoas reunidas e sobre a região adjacente.


Fonte: Livro original: Fairies at Work and at Play.
Tradução: O Reino Das Fadas – Geoffrey Hodson - Primeira Edição em 1927 - The Theosophical Publishing House - (Londres).

Mais sobre Annie Besant você encontra no link abaixo:


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Lindíssimo relato por Geoffrey Hodson sobre uma palestra da Drª Annie Besant que ocorreu no Queen’s Hall, Inglaterra, em 1925, devido à variedade de palestras ministradas não consegui localizar a que foi descrita acima.

É importante ressaltar que o ocorrido descrito por Geoffrey pode acontecer com várias outras palestras /concertos ao redor do mundo desde que sejam proferidas palavras de Luz, Sabedoria, Amor, Compreensão, Verdade, em comunhão plena com os sentimentos que vem do coração, todas as palestras e discursos independente do nível ou quantidade de pessoas é sempre iluminada e protegida, o relato acima nos exemplifica uma linda visão (e alguns casos audição) de uma das várias possibilidades do que pode ocorrer espiritualmente quando estamos unidos em Verdade e Luz em cooperação com as Egrégoras de Amor em Unidade.

Bênçãos!

Namastê!



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