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28 de março de 2017

PERCEBENDO OS DEVAS



Na tentativa de se abrir para uma percepção da realidade dévica, surgem imediatamente dois grandes problemas. O primeiro é associado à atitude da pessoa de não se achar capaz de ligar-se a esse tipo de percepção (se conectar aos devas). O segundo problema é associado com a preocupação real de que mesmo quando alguém começa a receber impressões da realidade dévica, é de fato a própria mente e imaginação que estão criando e projetando – que a percepção e o contato não são verdadeiros.

A chave para ligação de sua sensibilidade às realidades dévicas – depois, naturalmente, de se ter sintonizado à esta realidade, entregando-se aos seus atributos – é dar livre curso à sua imaginação lúdica e, entretanto, ao mesmo tempo se colocando numa atitude de neutralidade mental. Observe sua imaginação correndo livremente. Isso, entretanto, não adianta muito, a não ser que se esteja em um meio ambiente no qual haja uma forte presença dévica.

Os dois lugares mais facilmente acessíveis de se encontrar a presença dévica são os jardins e os lugares onde ocorrem regularmente ritos espirituais, incluindo meditações e preces. De uma maneira muito fácil, os dois tipos de ambientes podem se juntar se alguém meditar entre as plantas.

No meio de plantas ou em ambientes de rito espiritual pode-se deixar a imaginação poética brincar com as impressões que receber. Se alguém trabalhar desse modo numa base regular, pelo menos diariamente, então torna-se com o correr do tempo consciente de impressões que perduram e que não pareçam simplesmente projeções pessoais ou imaginação.

A menos que alguém tenha colaboração independente de outra testemunha, a única maneira de estar absolutamente certo da exatidão de sua impressão é a de conservá-la por um longo período, pelo menos um ano, e ver se então elas ainda são sentidas como verdadeiras.

Quero também esclarecer o que quero dizer por “impressão”. Uso essa palavra cuidadosamente para distingui-la da ideia que se possa ter sobre a percepção da realidade dévica em quadros coloridos. A percepção clara da vida dévica não virá por imagens, mas através da intuição e da impressão. É um sentido tão diferente como o ver e o tocar é da audição.

É uma forma de saber imediata. Pode ser que com essa impressão haja uma percepção de cor e forma, mas essa sensação é secundária para o conhecimento direto. Há algumas pessoas que têm uma clarividência inata, mas isso é raro. Há entretanto, técnicas para melhorar a qualidade e exatidão da impressão. Exatidão e cem por centro de clareza de percepção, entretanto, não são necessárias para realizar um trabalho de cooperação com a vida dévica. O que é exigido é a atitude pessoal correta. A partir daí, através dos tempos há maior certeza e a clareza de percepção aumentará.



Fonte: Livro – Devas, Fadas e Anjos – Uma abordagem moderna. Autor: William Bloom. Editora: SHAKTI. Direitos adquiridos para língua portuguesa no Brasil pelo GRUPO 4.

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Acrescentando algo que ouvi recentemente: “Estar com o coração aberto, em paz, em harmonia e em Amor é a chave de contato com o Reino Dévico.”

Portanto, se quer ter um contato mais direto ou impressão dévica, conforme citado no texto acima, eu o incentivo a buscar o equilíbrio e a harmonia interior, práticas de meditação, limpeza física, emocional, mental e espiritual, mantendo seu coração aberto e cultivando um comportamento ético e moral.

Bênçãos e Luz!
Namastê!


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