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19 de julho de 2017

UM DEVA DA NATUREZA DE COR BRANCA - RELATO



Lake District (Inglaterra). Junho de 1922.

Bem no cimo do outeiro que se localiza às nossas costas, vejo inúmeros deva da Natureza, cuja cor predominante é o branco, e cujas auras assemelham-se a magníficos cirros. À primeira vista, parecem vestir túnicas alvas e folgadas, muito parecidas com as gregas, em constante ondulação, como se agitadas por uma forte ventania. A sua figura real é inconfundivelmente humana, predominando no seu aspecto características femininas. Suas feições são suaves e arredondadas e o olhos, no caso deste espécime, mais agradáveis e menos duros que de costume. A aura é formada por uma matéria mais sutil que a das túnicas e é de uma beleza arrebatadora. 

As cores, extremamente delicadas, apresentam, à primeira vista, uma disposição concêntrica; da margem externa para o centro, tanto quanto posso ver, são elas o branco, o lavanda, o amarelo, o rosa, e o rosa-claro, além de uma auréola branca ligeiramente materializada que envolve a figura real. Todas as cores apresentam matizes etéricos finos e suaves. A disposição concêntrica é, com frequência, alterada e as cores substituídas por outras, conforme as flutuações da consciência.

Do alto dos ombros e da cabeça, partindo da periferia do corpo, a aura se projeta para cima, a uma altura de mais ou menos um metro, sob a forma de finas e brilhantes linhas de força, o que confere à criatua um aspecto positivamente “sobrenatural” e uma impressão de extraordinária vitalidade; centelhas e clarões dourados desprendem-se de sua cabeça. Quando a criatura se encontra em estado de alerta, os olhos luzem com um brilho extraordinário e uma grande concentração. Nas outras partes da aura, observam-se irradiações de energia similares, embora mais fracas, que, no caso da presente criatura, localizam-se claramente em volta dos pés, que apresentam uma configuração perfeita, de aspecto humano e se mostram descobertos; a altura total do corpo é de um metro e meio a um metro e oitenta (1,50m a 1,80m), sentado que a aura alcança quase o dobro da altura e da largura da figura central.

É curioso notar a impressão de instabilidade que a figura transmite, como se o todo, tão frágil e sutil, estivesse a ponto de se dissipar. Na testa, há um centro vital onde uma luz branca brilha intensamente, observando-se o mesmo em ambos os lados da cabeça e em seu topo; este último possui uma cor amarelo-ouro e dele se projetam fluxos de força para o alto. Na garganta também existe um centro semelhante, embora menos ativo. Além de um grande chakram  localizado no plexo solar, parecem ser estes os centros vitais da criatura. 

No plexo solar, um movimento circular é visível a esta distância (90 a 100 metros), movimento que se dá no sentido horário; trata-se de um vórtice extremamente ativo, cuja finalidade parece ser exclusivamente a absorção, e, ao me concentrar, consigo ver bem dentro dele, até mesmo sentir o estado desse centro vital; de imediato, me vem à mente a imagem de uma usina geradora de eletricidade. A sua aparência, em princípio, sugeriu-me uma depressão em forma de xícara, com uma entrada na frente; um contato momentâneo com ele deve ter elevado minha consciência para um plano superior, pois, embora conservando ainda o seu formato de xícara, ele se abria em todas as direções. Este centro parece absorver as energias vitais, ao contrário dos outros que, para aliviar os meios de auto expressão, a descarregam.

Fonte: Livro O Reino dos Devas e dos Espíritos da Natureza – Geoffrey Hodson. Editora Pensamento. 
Tradução do Livro: Hugo Mader.

Bênçãos!
Namastê!


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