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16 de abril de 2017

O REINO DOS INSETOS E UM DEVA DO REINO DAS ABELHAS



O Reino dos Insetos


Existe uma Ordem Angélica que evoluiu através do ramo de insetos da Natureza. A Mente Universal contém a idealização de todos os modos e formas possíveis de manifestação. A ideação primordial e o Arquétipo incluem o reino dos insetos em toda a sua imensa variedade. As Mônadas evoluem através desse reino, até se tornarem, por fim, Arcanjos Solares e Cósmicos, associados, conquanto não exclusivamente, com esse Raio criador. Se este conceito parecer estranho pelo fato de certos insetos serem “inimigos“ do homem, deve-se lembrar que o parasitismo, por exemplo, só é abominável quando o hospedeiro tem consciência do desequilíbrio produzido pelo parasita.

Os tipos mais indesejáveis, aos olhos humanos, os transmissores de moléstias, os sanguessugas, não são, em realidade, mais repulsivos do que qualquer outro parasita. Desde que o parasitismo seja o princípio que habilita a vida física a persistir, logicamente não se pode condenar nenhum parasita individual, por mais que se deva resistir às suas depredações, é mais fácil reconhecer-se a divindade inerente aos membros mais inofensivos e mais belos do reino dos insetos, do que a daqueles que parecem feios e são perniciosos ao homem. Para muitos, a beleza das libélulas, das traças e das borboletas teria a sua justificação.

Tal como as Mônadas, manifestadas por outras facetas da ideação divina, são guardadas e ajudadas por seus superiores evolucionários, assim o são aqueles que, quando seus Raios começam a tocar o mundo físico, encontram suas corporificações como milhares de minúsculos insetos. Desde então e por toda a sua trajetória ascendente, que culmina em tornar-se um ser aperfeiçoado e divino em um dos sete Raios, no qual, como todos os outros, é classificável o reino dos insetos, eles são o objeto de assistência por parte de seus superiores. Atravessam sua existência física e obtêm tudo o que deles se espera, percorrendo esse reino como borboletas, abelhas, escaravelhos, formigas e outros exemplares principais típicos do Reino dos insetos, e prosseguem nos mundos super-físicos, primeiro como espíritos da natureza e depois como rupa e arupa devas (Rupa/Arupa - em sânscrito significa com forma ou sem forma, referindo-se aos níveis respectivamente abaixo e acima do quarto sub plano do plano mental. No primeiro, a tendência para assumir forma prepondera sobre o ritmo, e no último prepondera o ritmo ou livre fluxo de vida. Os Anjos dos planos rupa apresentam mais definidamente à consciência humana a ideia de forma corpórea do que os dos níveis arupa), eles ascendem até alturas Arcangélicas, e mesmo além.

As Mônadas que passam pelo reino dos insetos e das formas que animam, são portanto de igual importância que todas as outras manifestações, facetas, modos e formas de existência divinas. Presidindo seus Reinos, suas Ordens e suas espécies, estão Arcanjos e Anjos, que não somente zelam pela vida subjacente, como também preservam e modelam a forma do inseto para uma maior beleza. Sua presença como guardiães e tutores estimula à ação o natural instinto das numerosas espécies para adotar os hábitos físicos que perpetuam a espécie, os estágios de gestação são atravessados com êxito, o alimento encontrado, o acasalamento é feito e os ovos postos. O instinto de massa ou memória da raça, que leva cada variedade a adotar os seus adequados modos de vida, é estimulado e dirigido pelos anjos tutelares do reino dos insetos da Natureza. Em alguns casos, em Manvântaras anteriores, eles próprios evoluíram através daquele reino e conhecem bem suas maneiras e necessidades. Tais anjos, por tênues que sejam suas formas, seriam corporificações do aspecto da Mente Una, que encontra expressão e expansão em e através do mundo dos insetos. A Mente maternal, oniprotetora, cuida de sua progênie em cada reino, em parte, envolvendo-a com seu pensamento protetor e diretor, e por outra parte pela assistência de determinadas Ordens das Hostes Angélicas.

As Almas-Grupo dos insetos, como também dos pássaros que se corporificam em grande número de formas, estão todas sob a direção de superiores oficiais angélicos, cada qual auxiliado ou assistido por membros mais novos de sua própria Ordem. Sob essa proteção e tutela, todo o reino de insetos, como todos os outros, evolui para estágios superiores, para formas mais belas e maior inteligência. O desenvolvimento a que este processo conduz nas Rondas e Cadeias que se seguirão à presente Quarta Ronda e Quarta Cadeia, só pode ser conjeturado. Há, por exemplo, a possibilidade, apoiada em insinuações contidas na literatura oculta, de que a mente e a forma dos insetos poderiam atingir um grau de desenvolvimento tão elevado que poderia ocorrer sua individualização e a posterior evolução continuada nessa mesma forma. Isto prevalece na atual ascensão do reino humano para o super humano, quando a mesma forma física é usada, se é conservada, ou a mesma espécie de forma é assumida se toma uma nova. É possível que em princípio pareça fantástica a ideia de um inseto, borboleta, formiga, abelha ou escaravelho, ser tão grande ou inteligente quanto o moderno homem se julga ser.

Entretanto, se admite o continuado prolongamento dos processos evolucionários observáveis em toda a Natureza, e a existência e ação da Mente Universal e de suas corporificações angélicas, então, pelo menos, nada há de ilógico em tal suposição.

As abelhas produzem o mel e assim alimentam o homem; polinizam as flores e desta forma também alimentam o homem. As abelhas picam por auto proteção; sua picada é dolorosa e pode ser fatal ao homem, mas não devem por isso ser em si encaradas como “diabólicas” ou ruins.

 Um Deva do Reino das Abelhas



Minhas próprias observações me têm levado a acreditar na existência de anjos guardiães, protetores e diretores das abelhas. Certa vez, quando observava algumas colméias, tornei-me consciente de um anjo muito elevado, estabelecido no nível do pensamento abstrato, cuja aura exibia as cores típicas do corpo das abelhas, sublimadas até o nível mental mais elevado, em intensidade e delicadeza de luz e cor. Esta Inteligência pareceu-me ser agente de um Arcanjo presidindo a existência, consciência, forma e evolução da totalidade das abelhas, neste planeta.

Minhas notas, tomadas nessa ocasião, registram que sob este Arcanjo serve uma hierarquia de anjos, que é representada no nível etérico por espíritos da natureza construtores das formas físicas das abelhas. Havia um anjo desses ligado às colméias, de que se fazia este estudo e presumivelmente haveria um em cada colméia ativa. Estes anjos lembram muito outros anjos associados aos reinos Sub-humanos da Natureza, em temperamento e aparência, porém em suas auras predominavam o amarelo, o dourado e marrom escuro. Eles parecem encarar a evolução das abelhas como algo de muitíssima importância, e tomar a sério, embora alegremente, o trabalho de dirigir, guardar e apressar a evolução da consciência das abelhas. Estão em contínuo contato com seus superiores e, através deles, com o Arcanjo planetário ou o Supremo-Senhor das abelhas.

A abelha-rainha em uma colméia mostra-se astralmente como um centro dourado de cintilante luz e cor dentro da aura luminosa da colméia. Ela brilha ali, como um núcleo, e é um centro de vida, tanto super física como fisicamente. As forças estão continuamente fluindo através dela para a alma-grupo da colméia; consistem de forças-vida de certas energias criadoras eletromagnéticas, para as quais ela é um centro ou foco na colméia. Estas forças fluem, além do centro, em minúsculas ondulações, e este movimento incessante produz um som super físico, não muito diferente do zumbido das abelhas. A forma da aura da colméia e da comunidade é a antiga colméia de palha, isto é, uma cúpula com base plana.
Cada abelha aparece, na visão super física, como um sinal ou ponto de luz, sendo a aura da rainha maior e mais brilhante que a de todas as outras abelhas.



O anjo parecia trabalhar especialmente para aqueles a seu cargo que estavam na fase da larva, e exercer uma muito distinta e definida função protetora e orientadora naquele estágio, quase como se as abelhas neste planeta não fossem ainda muito capazes, sem tal auxílio, de passar por todos os processos de crescimento depois da incubação. O anjo também influenciava a seleção, alimentação e desenvolvimento especiais da rainha, e fazia as necessárias ligações entre os átomos permanentes, a super alma das abelhas e a rainha selecionada. A consciência da abelha é instintiva, e as muitas evidências de ordenada vida em comunidade entre elas, resulta mais do alto desenvolvimento desse instinto do que da inteligência. Ainda aqui, é de considerável importância o trabalho do anjo de despertar os instintos dos diferentes grupos da comunidade, estimulando o impulso para seguir determinadas linhas de conduta. De modo geral, pode-se dizer que a rainha é o centro de vida da comunidade e o anjo a inteligência diretora.

Ele unifica sua mente com a consciência grupai da colméia, e está até certo ponto preso a ela, submetendo-se a essa limitação por causa do trabalho que lhe possibilita prestar. Fora da colméia, entretanto, ele dispõe de certa medida de liberdade de consciência, ainda que nos níveis emocional e mental parece permanentemente preso a ela, como se sua retirada significasse ausência de controle e conseguinte desordem na comunidade. Sob esta limitação, não há nenhum senso de restrição; ao contrário, há um absorvente interesse e prazer no trabalho, a alegria do artesão e do artista. O anjo é responsável pelo desenvolvimento tanto da vida como da forma, e é feliz no conhecimento de que está ajudando a aperfeiçoá-los e executando a sua parte no grande plano evolucionário. Tal como as plantas e árvores estão desenvolvendo a emoção, a abelha está desenvolvendo a mente.

A rainha representa a nascente mente superior, abstrata; as obreiras a mente inferior, concreta, e o zangão, o princípio criador. Experimenta-se a atração criadora mais pelo instinto que pelo desejo; existe o sentimento, mas reduzido ao mínimo, como se há muito tivesse sido sublimado.

O anjo de quem procurei esclarecimentos, indicou que as tentativas do homem para cooperar com o seu reino, eram bem-vindas, e expressou a esperança de que pressagiavam a aproximação de uma era de cooperação humana e angélica, na cultura de abelhas, bem como em outros ramos da agricultura. As abelhas, disse ele, corresponderão às iniciativas do homem para unificar sua consciência com a delas, tal como as plantas correspondem, embora fracamente, à admiração e à afeição. Mas há evidente perigo no super desenvolvimento da cultura das abelhas. Sua organização é maravilhosamente adaptável, mas se elas forem super exploradas e se tornarem suas colméias demasiado complexas e artificiais, elas serão prejudicadas. O homem precisa reconhecer a vida evolucionante na abelha, e não encará-la como um mero produtor mecânico de mel para benefício exclusivo da raça humana.

Em outros setores, outras Ordens de anjos e espíritos da natureza exercem funções análogas e usam a Terra como um campo de evolução e atividade. Algumas delas são referidas em partes subsequentes desta obra (O Reino dos Deuses). Numerosas outras Ordens de anjos estão usando esta Terra como um campo de evolução e atividade. Nas Escrituras hindus e budistas, na literatura do Cabalismo, e na grande síntese da Ciência Oculta, A Doutrina Secreta, de H. P. Blavatsky, há referências sobre elas.



Fonte: Livro O Reino dos Deuses – Geoffrey Hodson. EDITORA PENSAMENTO - São Paulo.

Título do original inglês: The Kingdom of the Gods - Theosophical Publishing House, Adyar, Madras 6000 20, Índia.


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